“Algumas das pessoas mais importantes que conheci, possuíam sentimentos de autodestruição entranhados no coração” (Kleber Silva).
Eu sempre questionei o fato de alguns que conheci, os mais alegres, inteligentes, cheios de vida, aquelas pessoas que marcam a vida, serem possuídas por um sentimento tão autodestrutivo. Eu sempre me questionei se essas pessoas de fato eram tão alegres e entusiasmadas quanto pareciam ser.
Nós passamos a vida inteira rodeados por clichês, do tipo “ Os olhos são reflexo da alma” , “A boca fala do que está cheio o coração”, e tantos outros que se decide os citar passaria o restante deste texto apenas os escrevendo.
Surgem então aqueles seres humanos que nos chamam a atenção, que nos fazem sentir bem com sua alegria, que a vida deles se torna tão importante pra nós, que imaginar nossas vidas sem eles é o mesmo que tirar uma parte do que somos.
Hoje recebi uma ligação de um amigo destes, tomei um susto quando ele disse a seguinte frase “Kleber eu não aguento mais viver”.
- Como assim não quer mais viver? O que está pegando meu brother?
Ele me falou das angustias que o rodeavam, dos seus problemas mais graves, de mentiras que ele contou e que não tinha coragem de consertar.
Conversei com ele por uma hora e não houve nada que eu dissesse que o fizesse mudar de opinião a respeito de si mesmo.
Passei o dia pensando naquilo. Como pode alguém com uma alegria tão constante estampada no rosto me dizer o que ele me disse.
Não consegui encontrar a resposta até agora, mas parei pra pensar na minha realidade e na realidade de tantos que eu conheço. Sorrimos quando não temos vontade de sorrir, dizemos que tudo está bem quando de fato não está, dizemos que temos fé quando na realidade o medo apavora nossos corações como quando ouvíamos histórias de terror na nossa infância.
A porcaria da nossa sociedade nos obriga a dizer que estamos bem o tempo todo, e isso por motivos tão idiotas, coisas mesquinhas como “Não se mostre fraco”, Atrocidades existenciais como “ Se você parecer fraco o mundo vai te trucidar”, fora o fato de que ninguém tem mais tempo pra ouvir ninguém, as dores do próximo são apenas “fraqueza dele”, as angustias que os outros sentem são tidas como frescura.
Aonde foi que nos perdemos? Desde quando precisamos parecer semideuses? Onde está a nossa humanidade?
Estas pra mim são todas perguntas sem resposta. Insuportável e bendita ignorância.
Não nos tornemos diabos de nós mesmos, se dói não é demérito dizer que dói. Se algo incomoda é melhor externar a ter que adoecer na alma.
Por Kleber Silva.
Eu sempre questionei o fato de alguns que conheci, os mais alegres, inteligentes, cheios de vida, aquelas pessoas que marcam a vida, serem possuídas por um sentimento tão autodestrutivo. Eu sempre me questionei se essas pessoas de fato eram tão alegres e entusiasmadas quanto pareciam ser.
Nós passamos a vida inteira rodeados por clichês, do tipo “ Os olhos são reflexo da alma” , “A boca fala do que está cheio o coração”, e tantos outros que se decide os citar passaria o restante deste texto apenas os escrevendo.
Surgem então aqueles seres humanos que nos chamam a atenção, que nos fazem sentir bem com sua alegria, que a vida deles se torna tão importante pra nós, que imaginar nossas vidas sem eles é o mesmo que tirar uma parte do que somos.
Hoje recebi uma ligação de um amigo destes, tomei um susto quando ele disse a seguinte frase “Kleber eu não aguento mais viver”.
- Como assim não quer mais viver? O que está pegando meu brother?
Ele me falou das angustias que o rodeavam, dos seus problemas mais graves, de mentiras que ele contou e que não tinha coragem de consertar.
Conversei com ele por uma hora e não houve nada que eu dissesse que o fizesse mudar de opinião a respeito de si mesmo.
Passei o dia pensando naquilo. Como pode alguém com uma alegria tão constante estampada no rosto me dizer o que ele me disse.
Não consegui encontrar a resposta até agora, mas parei pra pensar na minha realidade e na realidade de tantos que eu conheço. Sorrimos quando não temos vontade de sorrir, dizemos que tudo está bem quando de fato não está, dizemos que temos fé quando na realidade o medo apavora nossos corações como quando ouvíamos histórias de terror na nossa infância.
A porcaria da nossa sociedade nos obriga a dizer que estamos bem o tempo todo, e isso por motivos tão idiotas, coisas mesquinhas como “Não se mostre fraco”, Atrocidades existenciais como “ Se você parecer fraco o mundo vai te trucidar”, fora o fato de que ninguém tem mais tempo pra ouvir ninguém, as dores do próximo são apenas “fraqueza dele”, as angustias que os outros sentem são tidas como frescura.
Aonde foi que nos perdemos? Desde quando precisamos parecer semideuses? Onde está a nossa humanidade?
Estas pra mim são todas perguntas sem resposta. Insuportável e bendita ignorância.
Não nos tornemos diabos de nós mesmos, se dói não é demérito dizer que dói. Se algo incomoda é melhor externar a ter que adoecer na alma.
Por Kleber Silva.

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